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5 boas razões para respeitar os web standards

Os web standards já cá estão há algum tempo, mas ainda é normal ouvirmos palavras de discórdia por parte de alguns programadores/designers web em relação aos mesmos. O que é certo é que eles (os standards) vieram para ficar e quem não dedicar algum tempo a tentar cumpri-los corre o risco de perder o comboio da evolução da web.

Temos que nos lembrar que o target de um site são os utilizadores e por isso as páginas têm de estar acessíveis indepentemente do sistema operativo e/ou browser usado pelo utilizador. É aqui que os web standards nos ajudam e nos trazem vantagens:

  • Separação da estrutura do HTML (semântica) do design da página, melhora a acessibilidade;
  • Possibilidade de disponibilizar o mesmo site para várias plataformas (dispositivos móveis, impressões, etc.), através do uso de várias CSS;
  • Código mais limpo e estruturado e, consequentemente, mais amigo dos motores de busca.
  • Páginas mais leves, o que resulta em temos de carregamento mais baixos;
  • Garantia de compatibilidade com browsers futuros. Agora, mais que nunca, os browsers caminham todos no sentido de respeitarem os web standards;

A ideia a reter é, simplesmente, respeitar os web standards.

Web Semântica

A Web Semântica é um projecto para a web que pretende fazer com que toda a sua informação esteja organizada de forma a que não só os humanos, mas principalmente as máquinas a possam compreender. Isto porque, actualmente, a maioria da informação está organizada de uma forma que apenas os humanos conseguem entender.

Vejamos o seguinte exemplo… vamos imaginar que pretendemos encontrar informações sobre o vinho do porto, mas apenas efectuamos a pesquisa pela palavra “porto”. Como resultado recebemos vários sites de turismo acerca da cidade do Porto, da Câmara do Porto, do Futebol Clube do Porto, etc., mas pouca informação acerca do que realmente era pretendido. Obviamente que podemos (devemos) restringir as pesquisas combinando a palavra “porto” com outras palavras-chave de forma a obtermos apenas os resultados pretendidos. Mas, ainda assim, os resultados são, por vezes, desoladores. Não é difícil a pesquisa devolver dezenas (ou mesmo centenas) de sites que não nos interessam, tornando difícil encontrarmos o que queremos.

Para um humano, filtrar os resultados de uma pesquisa é uma tarefa relativamente fácil, mas pode demorar algum (bastante!) tempo e tornar-se bastante aborrecida. Para que possamos colocar as máquinas a desempenhar esta tarefa, é necessário organizar a informação da web, de forma a que esta faça sentido para as máquinas. O que não deixa de ser curioso, já que o que se pretende é “agradar” às pessoas e não às máquinas! ;)

Com as informações devidamente organizadas, torna-se mais fácil a criação de sistemas e motores de busca mais inteligentes e flexíveis. E, desta forma, as informações poderão ser correctamente compreendidas pelas máquinas, poupando ao utilizador a execução das tarefas acima descritas, recebendo este imediatamente os resultados pretendidos.

Esta organização da informação é possível através do uso de XML, que permite descrever semânticamente os dados, categorizados de acordo com as definições do utilizador. A informação guardada desta forma, pode ser disponibilizada através de diversas plataformas, o que faz do XML uma linguagem bastante flexível. Assim, a informação seria devidamente identificada de forma a que diferentes sistemas a pudessem manipular e usar da forma que lhes for mais útil.

Para uma melhor compreensão de como é guardada e usada a informação através de XML, será bom abordar o tema… num próximo artigo! :)